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Ambiente escolar e a importância da pedagogia especializada

Muitas crianças portadoras de Síndrome do X Frágil apresentam alterações da fala e da linguagem. A maioria delas não consegue elaborar frases curtas antes dos dois anos e meio de idade. Normalmente, a alteração da linguagem é detectada antes mesmo do diagnóstico da Síndrome e a alteração mais comum da fala inclui a ecolalia, isto é, a repetição de fonemas.

As manifestações comportamentais nesses indivíduos assemelham-se ao autismo, como o déficit de atenção, a dificuldade na interação social, a timidez, a ansiedade, a labilidade emocional e os movimentos estereotipados de mãos. Outras manifestações no comportamento também são características desta Síndrome, tais como: hiperatividade, impulsividade, oscilações do humor, agressividade e comportamento obsessivo.

A medicação não é o único tratamento útil para os portadores dessa Síndrome, sendo desejável que se utilize também a terapia psicomotora e da fala, bem como os recursos da pedagogia especializada.

Os meninos com a Síndrome do X Frágil possuem dificuldades para frequentar turmas regulares nas escolas, e se não tiverem um apoio especializado, essa dificuldade será também sentida em salas especiais típicas. É necessário projetar um programa educacional apropriado que exigirá, do pedagogo, além do conhecimento, muita criatividade e flexibilidade.

Dentro da escola é importante estabelecer qual o apoio que será fornecido no ambiente escolar, a estrutura da classe e o que acontecerá na sala de aula durante o período. Por exemplo, numa aula de artes, com alta demanda de planejamento, habilidades motoras e um local de altos ruídos, se torna um ambiente de difícil adaptação para a criança com Síndrome do X Frágil.

O recomendável é que a criança frequente uma classe pequena, estruturada e em pequenos grupos com acompanhamento de um professor de educação especial. A quantidade de tempo que a criança conseguirá acompanhar a aula, dependerá de cada indivíduo e da atividade que será realizada em sala.

Existem situações em que o professor se acostuma com o estilo de aprendizado do aluno, e assim, busca novas estratégias de reforço das habilidades adquiridas. São considerados oportunos os reforços de matemática, leitura e escrita, uma vez que estas são as maiores dificuldades para as crianças com Síndrome do X Frágil.

É importante observar a estrutura oferecida ao aluno X Frágil em sala de aula, rotina consistente e condições físicas e de materiais oferecidos. Ressalta-se que a criança com Síndrome do X Frágil se beneficia com as pistas visuais, que indicam e apontam as atividades a serem realizadas durante o dia. É aconselhável que a criança disponha de um caderno que o acompanhará diariamente e servirá como um meio de comunicação do professor com os pais e responsáveis. Nesse caderno, os profissionais e terapeutas anotarão a respeito do comportamento e das evoluções da criança, com troca de informação junto aos pais.

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