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Habilidades Sociais: Síndrome do X Frágil e Autismo

Habilidades Sociais: Síndrome do X Frágil e Autismo

Pessoas com Síndrome do X Frágil e TEA possuem dificuldades em agir em diferentes situações sociais. Muitas vezes possuem o interesse, mas nem sempre sabem como agir naquele momento. Muitas das habilidades sociais se dão pelo convívio com outras pessoas desde a infância. Outras, pela observação.
Segundo estudos, o número de adultos com TEA cresce a cada ano e as habilidades sociais prejudicadas são um grande desafio para esta população. Segundo Cederlund et al. (2008), aproximadamente 26% dos adultos com TEA sem deficiências intelectuais levam vidas isoladas e improdutivas, com uma notável ausência de amigos e praticamente nenhum envolvimento ocupacional, profissional ou em atividades sociais recreativas.
As habilidades sociais são, nada mais do que regras, costumes que orientam as interações com o mundo exterior e com a convivência social. Treinar essas habilidades colaboram para uma vida social da pessoa com Síndrome do X Frágil e ou com TEA. Mas como treinar? Listamos abaixo algumas habilidades importantes:

  • Jogos: entender a importância de se revezar em um jogo ou compartilhar um brinquedo;


· Conversação: entender como funciona uma conversa, a hora de cada um falar e como funciona a linguagem corporal;
· Emocionais: aprender a gerenciar emoções e entender como os outros se sentem (empatia);
· Contato visual: entender como funciona e como fazer essa forma de contato;
· Resolver problemas: aprender a lidar com conflitos e tomar decisões em situações sociais;
· Autocontrole e expressividade emocional: conseguir reconhecer as emoções, controlar a ansiedade, expressar sentimentos positivos e negativos;
· Civilidade: entender a importância de cumprimentar as pessoas, seguir regras, agradecer, pedir desculpas etc;
· Lidar com críticas: concordar ou discordar com opiniões e defender seus próprios interesses;
· Relacionamento: conseguir interagir, fazer amizades, cooperar, iniciar e manter uma conversa;
· Habilidades acadêmicas: seguir instruções orais, prestar atenção, aguardar a sua vez, solicitar ajuda e cooperar, trabalhar em grupo.
Para o treinamento das crianças e jovens com Síndrome do X Frágil e TEA deve-se envolver ensaio comportamental, modelagem, modelação e outros procedimentos. Lembrando que os tratamentos devem envolver planejamento de sessões para que ocorra em ambiente natural, afinal de contas, estamos trabalhando com as habilidades sociais.

SINTOMAS SOCIAIS

A Síndrome do X Frágil afeta o modo pelo qual a pessoa percebe o mundo e dificulta a comunicação e interação social. A pessoa com SXF pode até apresentar um comportamento repetitivo ou interesses diferentes. O sintoma e a severidade diferem em cada criança e jovem, ou seja, o seu filho pode não apresentar os mesmos sintomas de outras crianças com o mesmo diagnóstico.

Embora o X Frágil seja uma condição permanente, os sintomas dessa síndrome variam com o tempo. Alguns, com o tempo, descaracterizam o diagnóstico, outros permanecem afetados pela condição. A capacidade cognitiva de alguns é menos comprometida que a de outros, apesar do desafio apresentado na socialização. Grande parte da pessoa com SXF tem um atraso na linguagem e aprende a se comunicar de alguma maneira para se fazer entender.

Muitas crianças com a SXF têm dificuldade de envolvimento e de aprendizado de interações rotineiras. Mesmo no primeiro ano de vida, muitas preferem brincar com objetos e podem não interagir socialmente ou ainda iniciar uma comunicação com jogos de imitação.

Mesmo o olhar pode ser limitado, a maior parte das crianças tem dificuldade para fazer gestos, tais como apontar, agitar as mãos dizendo “tchau”, e mostrar objetos aos outros.
Pesquisas asseguram que muito embora as crianças com SXF sejam ligadas aos pais, o modo como expressam o afeto é incomum e difícil de entender. Para os pais, parece que os filhos não estão “ligados”.

As crianças também demoram para aprender a interpretar o pensamento e os sentimentos. Dicas sociais sutis, tais como um sorriso, um gesto, fazem pouco sentido para uma pessoa com SXF. Para uma criança que possui esse tipo de dificuldade, a frase “venha aqui” tem sempre o mesmo significado, independente se o interlocutor esteja sorrindo e abrindo os braços, ou se está bravo com as mãos na cintura.

Sem a capacidade de interpretar os gestos, as expressões faciais e o mundo social podem aparecer como um enigma. Não ser capaz de desenvolver este tipo de entendimento, impede a compreensão das ações dos outros. Com a dificuldade de regular as emoções, pode ter choros repentinos, explosões verbais, agressividade – “perder o controle”.

Felizmente, podemos ensinar as crianças com SXF a interagirem socialmente, a usar gestos e a reconhecerem expressões. Além disso, existem diversas estratégias que podem ajudar essas crianças a lidarem com as frustrações para que não usem comportamentos desafiantes.

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