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Instituto Buko Kaesemodel alerta sobre a falta de inclusão no mercado de trabalho de jovens com deficiência intelectual

O dia 21 de setembro é de extrema importância no Brasil. Instituído pela Lei no.11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência objetiva conscientizar sobre a importância do direito das pessoas com deficiência, na promoção, defesa e garantia das condições de vida com dignidade e a emancipação das pessoas com deficiência na sociedade.
O Decreto Lei define deficiência humana como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. Segundo a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 10% da população mundial possui alguma deficiência.

Dentre os mais de 11,9 milhões de desempregados no país — número da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) referente ao primeiro trimestre de 2022, há uma parcela específica, as pessoas com deficiência, que não estão sendo devidamente posicionadas no mercado de trabalho. Elas têm o direito garantido pela Lei de Cotas — 768 mil vagas são destinadas a esse público no país —, mas o que a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostrou é que apenas 1% desse público está ocupando os postos de trabalho.
Segundo publicação da Agência Brasil, apensar da importância e da obrigatoriedade legal, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal ainda é pequena. Apenas 403.255 estão empregados, o que corresponde a menos de 1% das 45 milhões de pessoas com deficiência no país.
Portadores da Síndrome do X Frágil, por exemplo, além de estarem no rol das Doenças e Síndromes Raras, possuem também a deficiência cognitiva, no entanto, pouco tem a comemorar no dia 21 de setembro. A Lei que entrou em vigor em janeiro de 2016, estabelece diretrizes para garantir boas condições de trabalho para a pessoa com deficiência. No entanto, a inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência intelectual ainda é escassa, sendo um grande desafio para a sociedade brasileira.

Segundo a gestora do Instituto Buko Kaesemodel que desenvolve o Programa Eu Digo X, Luz María Romero, muitos jovens cadastrados no projeto, por conta própria e das famílias, já procuraram recolocação no mercado de trabalho, mas sem sucesso. “Alguns já trabalharam em grandes empresas, mas pelo desconhecimento do comportamento do X Frágil, eram demitidos por não se adequar aos parâmetros sociais, gerando conflitos desnecessários”, explica.
Para que um jovem X Frágil possa atuar no mercado de trabalho e alcance desempenho profissional, o empregador precisa ter conhecimento a respeito das limitações do contratado, criando um ambiente propício, adaptado para concentração e com suporte. “As empresas precisam aprender a delegar tarefas às pessoas com deficiência cognitiva, como por exemplo ao Jovem X Frágil, respeitando a capacidade e seu tempo de produção”, alerta Luz María.
Segundo Luz María, as pessoas afetadas pela Síndrome do X Frágil apresentam atraso no desenvolvimento, com características variáveis de comprometimento intelectual, distúrbios de comportamento, problemas de aprendizado e na capacidade de comunicação. “Em geral, os sintomas se manifestam mais severamente nos homens. Na maioria das vezes os primeiros sintomas surgem entre os 18 meses de vida e os 3 anos de idade”, avalia.

“O medo e a falta de informação às vezes são piores do que o preconceito. Por isso são tão importantes a divulgação e o prognóstico para a realização de um plano terapêutico, evitando procedimentos inadequados”, enfatiza Luz María.  As terapias surtem maior efeito quanto antes forem adotadas e são fundamentais para garantir os cuidados necessários. “Portanto, o melhor tratamento são o diagnóstico precoce e a adoção imediata de medidas que ajudem a atenuar alguns sintomas e proporcionem qualidade de vida para estas pessoas”, finaliza a gestora.

 

FONTE: https://gazetadasemana.com.br/noticia/86473/instituto-buko-kaesemodel-alerta-sobre-a-falta-de-inclusao-no-mercado-de-trabalho-de-jovens-com-deficiencia-intelectual

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